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Função de prevenção da Aeon fica abalada com explosão em Kumamoto

Aeon sofre abalo após explosão em Kumamoto

Após o acidente com explosão no Aeon Mall Kumamoto, em Kashima, na província de Kumamoto, a confiança na segurança dos estabelecimentos comerciais operados pela Aeon foi abalada. O gás LP, apontado como a provável causa, se destaca pela continuidade do fornecimento em desastres e vem sendo adotado em imóveis comerciais. Para recuperar a confiança, é indispensável verificar a causa do acidente e o sistema de segurança.

Impacto sobre a base regional de prevenção a desastres

Um executivo da Aeon diz que, neste acidente, 'o golpe foi a queda do mito da segurança'. A empresa posicionou 70 instalações, incluindo shoppings Aeon Mall em todo o país, como bases de prevenção a desastres, e vem estruturando abrigos temporários, geradores próprios e sistemas de abastecimento de água de emergência para situações de calamidade.

A companhia firmou acordos amplos de cooperação com 203 municípios, e o grupo Aeon havia concluído, até fevereiro de 2026, acordos de prevenção a desastres com mais de 850 municípios e outras entidades. Também avançou em todo o país na instalação de grandes tendas para evacuação. O Aeon Mall Kumamoto também assinou um acordo com a cidade de Kashima e, no terremoto de Kumamoto de 2016, chegou a abrir o estacionamento para pernoite em veículos, contribuindo para as atividades locais de evacuação.

Neste acidente, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria realizou, no dia 5, uma vistoria no local com a polícia e o corpo de bombeiros e resumiu a causa como 'altamente provável de ser uma explosão de gás LP'. Suspeita-se que a tubulação interna do prédio tenha sido danificada pelo terremoto, com vazamento de gás e ignição em seguida. Como o gás LP é armazenado e transportado em grandes tanques, ele pode ser usado para geração de energia e aquecimento de água se ainda houver volume disponível, mesmo quando as linhas de transmissão e os dutos de gás urbano são interrompidos. No plano básico nacional de energia, ele também era posicionado como 'a última linha de defesa'.

Vistoria no local foi retomada no dia 12

O ministério e outros órgãos retomaram a vistoria no local no dia 12 para confirmar a causa detalhada do acidente. O foco será se a válvula de bloqueio de emergência e o detector de vazamento de gás estavam instalados corretamente e funcionando. Segundo Miyake Atsumi, professor especial sênior da Universidade Nacional de Yokohama, a válvula de bloqueio de emergência atua com tremores acima do valor definido, queda de energia ou incêndio externo, para impedir vazamentos em grande escala. Ainda assim, mesmo com a válvula fechada, o gás remanescente na tubulação pode vazar e, se se acumular em espaço fechado, pode levar a uma explosão de grandes proporções.

As normas de execução da Lei de Serviços de Bombeiros determinam que os detectores sejam instalados ao redor do aparelho de combustão ou de pontos de passagem. Como o gás LP é mais pesado que o ar, eles devem ser colocados perto do piso. Se estiverem instalados corretamente, o alarme deveria disparar, e também será necessário verificar a resposta dos responsáveis do Aeon Mall. No dia 11, a Aeon informou que houve, de fato, autorização para reentrada temporária no Aeon Mall Kumamoto após o terremoto.

A Aeon comentou que 'leva a sério o fato de a ausência de regras, manuais e estrutura de educação e operação após a evacuação ter resultado em decisões deixadas a cargo do local'. Se havia cheiro de gás após o terremoto, a reentrada não seria desejável, mesmo sem o acionamento do detector. Daqui em diante, espera-se que o histórico da decisão na época também seja verificado por meio da comissão de investigação que a Aeon deve criar.

Presença de culpa pode definir a responsabilidade

Quando um dano físico decorre de negligência associada à atividade empresarial, pode haver responsabilização civil e criminal. Além de saber se o dano poderia ter sido previsto, importa se foram adotadas as medidas necessárias para evitá-lo. Se a responsabilidade civil por negligência for reconhecida, haverá obrigação de indenizar.

Resta saber se o Aeon Mall, que se apresenta como base regional de prevenção a desastres, administrava adequadamente os equipamentos de segurança e se adotou uma resposta apropriada após o terremoto. A análise rigorosa parece inevitável. Para recuperar a confiança, será necessário esclarecer a causa e definir medidas de prevenção a recorrências.

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