Agência financeira japonesa apura crédito à defesa
Soube-se que a agência de serviços financeiros iniciou a apuração da situação real dos investimentos e empréstimos da indústria de defesa junto a grandes instituições financeiras do país. Enquanto o governo posiciona a indústria de defesa como setor estratégico sob a ótica da segurança, a agência examina a situação de oferta de recursos e as regras operacionais de cada empresa.
Também ouve grandes seguradoras
A agência começou a ouvir sucessivamente os três megabancos Mitsubishi UFJ Bank, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e Mizuho Bank, além de grandes seguradoras de vida como Nippon Life Insurance e Dai-ichi Life Insurance. Embora haja diferenças entre as instituições financeiras, a agência confirma os valores e o número de casos efetivamente destinados à indústria de defesa.
Busca delimitar os investimentos e empréstimos
A agência também investiga se há regras operacionais de restrição em casos relacionados a armas e armamentos. Nos últimos anos, além de pequenas aeronaves não tripuladas (drones), o avanço tecnológico de uso duplo em áreas como inteligência artificial (IA) e espaço tem sido notável. Os casos não proibidos por tratados internacionais estão sendo analisados individualmente para decisão de financiamento.
Instituições públicas também revisam a resposta
O governo compilou um plano para investir mais de 370 trilhões de ienes, combinando setores público e privado, até o exercício fiscal de 2040 em 17 áreas estratégicas, incluindo a indústria de defesa e a IA. Em reunião de troca de opiniões com a Associação Japonesa de Bancos e instituições financeiras públicas, o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, incentivou investimentos e empréstimos tendo em vista startups do setor de defesa.
Entre as instituições financeiras públicas, também surgem movimentos para rever a resposta. Em maio, o Banco de Desenvolvimento do Japão (DBJ) passou a permitir de fato investimentos e empréstimos a empresas ligadas à fabricação de armas no país e alterou sua regra interna, que antes dizia que trataria o tema com cautela, para uma formulação que o torna 'passível de análise'.
Entre os grandes bancos privados, a postura cautelosa continua forte. Embora o governo tenha revisado em abril os 'Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa' e as diretrizes operacionais, permitindo a exportação de equipamentos de defesa letais, os grandes bancos demonstram entendimento em relação ao fornecimento de recursos ao setor de defesa, mas alertam para o risco de atritos com o exterior, incluindo a China, onde têm clientes tomadores de crédito.
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