Apple inicia avaliação de memórias da CXMT
Amplia candidatos de adoção para produtos destinados à China
【Silício Valley=Ryota Yamada】O jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ) informou no dia 9 que a Apple iniciou testes de avaliação de desempenho dos semicondutores da chinesa líder em memória Changxin Memory Technologies (CXMT) para possível uso em smartphones e outros produtos. O objetivo é aumentar as fontes de aquisição de memória semicondutora, cujo equilíbrio entre oferta e demanda está apertado.
Segundo o WSJ, a Apple estuda adotar memórias da CXMT em smartphones iPhone vendidos na China e em computadores MacBook, e vem mantendo negociações com a empresa. A agência Bloomberg também informou em julho que a Apple considerava compras não só da CXMT, mas também da maior fabricante chinesa de memória Yangtze Memory Technologies (YMTC).
Restrições regulatórias e de mudança de projeto
De acordo com o WSJ, a terceirização da fabricação de semicondutores sob encomenda para a CXMT por empresas norte-americanas é limitada pelas regras do governo dos EUA. No caso de usar produtos prontos da CXMT, pode ser necessária uma mudança no projeto dos produtos da Apple.
A Apple pretende obter aprovação do governo Trump para suas compras junto à CXMT. No entanto, a iniciativa pode enfrentar resistência do governo dos EUA, que defende o retorno da cadeia de suprimentos da indústria de manufatura aos Estados Unidos e vê com cautela a transferência de tecnologia para a China.
Demanda por IA aperta a oferta
As fabricantes de memória estão direcionando capacidade de produção para a inteligência artificial (IA), cuja demanda cresce rapidamente, provocando escassez de oferta e alta de preços para smartphones e computadores. Em junho, a Apple aumentou os preços de computadores e dispositivos tablet no mundo todo, e em julho elevou o preço do iPhone no Japão.
A CXMT atua com DRAM, que armazena dados temporariamente. Sua controladora foi listada em julho na Bolsa de Valores de Xangai, na China. No mercado de DRAM, a sul-coreana Samsung Electronics, a SK Hynix e a norte-americana Micron Technology detêm altas participações.
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