Sindicato pede alta de 75 ienes no salário mínimo e redução de diferenças regionais
Sindicatos e empresas divergem sobre o valor do aumento
O Conselho Central de Salário Mínimo do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar realizou no dia 27 a quinta reunião do subcomitê que define a referência do salário mínimo. A parte trabalhista pediu aumento de 75 ienes sobre a média ponderada nacional de 1121 ienes e redução da diferença entre regiões, que ultrapassa 200 ienes.
Além de membros acadêmicos do comitê de interesse público, participaram representantes dos trabalhadores, como a Rengo, e representantes dos empregadores, como a Keidanren. Não há divergência entre as partes quanto à própria política de elevar o salário mínimo, mas há grande distância em relação ao tamanho do reajuste. As discussões sobre o valor de referência seguem centradas na faixa superior de 1100 ienes em média nacional.
Base do pedido de 75 ienes
O reajuste de 75 ienes apresentado pela parte trabalhista supera o recorde anterior de 66 ienes, registrado no exercício de 2025. A justificativa foi o dado divulgado pela Rengo no dia 3, no balanço final das negociações salariais da primavera de 2026, segundo o qual a alta do salário por hora de trabalhadores com contrato por prazo determinado, de meio período e por contrato foi de 75,01 ienes.
Sobre as diferenças regionais, em 2025 houve uma distância de 203 ienes entre os 1226 ienes de Tóquio e os valores de Kochi, Miyazaki e Okinawa. Trata-se do 13º ano consecutivo acima de 200 ienes. A parte trabalhista defende que, para manter a diferença abaixo de 200 ienes, o valor de referência do aumento nos municípios de menor salário deve ser maior do que nos de maior salário.
Preocupação com o peso sobre pequenas e médias empresas
O conselho nacional classifica as prefeituras em A, B e C conforme a situação econômica e apresenta uma referência para o tamanho do reajuste. Depois, os conselhos de cada prefeitura definem o valor final da revisão.
Em 2025, a classe A, com seis prefeituras, incluindo Tóquio e Osaka, e a classe B, com 28 prefeituras, incluindo Hokkaido e Fukuoka, receberam referência de 63 ienes. A classe C, com 13 prefeituras, incluindo Aomori e Okinawa, teve acréscimo de 1 iene, para 64 ienes. Para 2026, a parte patronal também demonstra certa compreensão para um cenário em que a referência da faixa inferior supere a da faixa superior.
Por outro lado, os empregadores afirmam que os recursos para aumentos salariais das pequenas e médias empresas são limitados, em meio à dificuldade de repassar custos. Em uma pesquisa do ministério sobre estabelecimentos com menos de 30 trabalhadores permanentes, a taxa de aumento salarial em junho foi de 3,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A parte patronal mostra cautela com reajustes muito acima desse nível.
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