Capitais de Asuka e Fujiwara entram no Patrimônio Mundial; total no Japão vai a 27
Decisão de registro
O comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), reunido em Busan, na Coreia do Sul, decidiu no dia 26 registrar o conjunto de sítios arqueológicos de Nara conhecido como 'capitais de Asuka e Fujiwara' como Patrimônio Cultural Mundial. Trata-se de um conjunto que mostra o processo de formação de um Estado centralizado na Antiguidade. Com isso, o Japão passa a ter 27 patrimônios mundiais, sendo 22 culturais e 5 naturais.
Composta por 19 bens
Asuka e Fujiwara são formadas por 19 bens no total, incluindo ruínas de palácios imperiais e de templos budistas construídos no período Asuka, do fim do século VI ao início do século VIII. O sítio é considerado um patrimônio que mostra o processo de consolidação de um sistema centralizado, sob influência da China continental e da península da Coreia, e sua evolução para um Estado baseado no sistema ritsuryō. Os centros principais são as ruínas do Palácio de Asuka, palco do 'Incidente de Isshi', que levou à 'Reforma Taika', na vila de Asuka, na província de Nara, e as ruínas do Palácio de Fujiwara, núcleo de Fujiwara-kyō, considerado a primeira capital planejada em grande escala do Japão, na cidade de Kashihara, na mesma província. Até a transferência da capital para Heijō-kyō, em 710, foi o centro político e cultural do país.
A lista provisória tem 3 itens
O conjunto inclui ainda o túmulo de Kitora, com desenhos das Quatro Divindades e mapas astronômicos; o túmulo de Takamatsuzuka, onde foi encontrada a pintura policromada da 'Bela de Asuka'; e o túmulo de Ishibutai, que há uma teoria de que seja o túmulo de Soga no Umako. Em junho, um órgão consultivo da Unesco havia recomendado a inscrição de Asuka e Fujiwara como Patrimônio Mundial. Restam três itens na lista provisória de candidaturas do Japão. O Castelo de Hikone, na província de Shiga, foi o primeiro do país a utilizar, em 2023, o sistema de avaliação prévia do Patrimônio Mundial, mas o órgão consultivo apontou a necessidade de ampliar a explicação de seu valor. O Conselho de Assuntos Culturais do governo adiou sua inclusão como candidato à indicação de 2027, e as autoridades locais apresentaram em maio ao Ministério da Cultura uma versão revisada da proposta de candidatura, com o objetivo de obter o registro em 2028. Já 'A antiga capital dos samurais, Kamakura', na província de Kanagawa, recebeu em 2013 uma recomendação de não inscrição e o governo retirou a candidatura. Hiraizumi, registrado em 2011, busca ampliar sua área inscrita.
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