Final da Copa do Mundo será entre Argentina e Espanha
Às 15h do dia 19, horário local, 4h do dia 20 no horário do Japão, será disputada a final no Estádio Nova York-Nova Jersey. Se a Argentina vencer, conquistará o título pela quarta vez consecutiva em duas edições seguidas, tornando-se a terceira seleção a vencer consecutivamente, depois do Brasil em 1958 e 1962. Se a Espanha vencer, será sua segunda conquista desde o torneio de 2010.
Espanha chega completa
Apesar do empate por 0-0 com Cabo Verde, estreante na competição, na estreia, a Espanha avançou com tranquilidade ao longo de um torneio de cerca de um mês e meio. O técnico De la Fuente parece ter montado a equipe com base na data da final, e as quatro partidas do mata-mata foram decididas todas em 90 minutos. Embora a distância percorrida tenha sido longa, o desgaste foi mantido ao mínimo.
O eixo está no meio-campo. Rodri é o volante fixo, com Olmo, Luis, Pedri e Merino logo à frente. De la Fuente tem alternado as peças conforme a condição física e o andamento dos jogos, e a equipe vem atuando sem perder qualidade nem intensidade, mesmo com mudanças nas substituições. O atacante Oyarzabal, autor de cinco gols, o maior número da equipe, afirma que a força do time está no fato de todos estarem na mesma direção e compreenderem o que é importante. Na semifinal, houve um momento em que Yamal, na ponta direita, pareceu incomodado com a perna, mas o treinador disse em entrevista coletiva que estava em condição 'absolutamente sem problemas e perfeita'. Rodri também sustenta que é preciso ignorar as jogadas psicológicas do adversário e manter o próprio estilo de jogo.
Força da Argentina
A Argentina combina a técnica de Messi com a agressividade ao redor dele. O goleiro titular E. Martínez diz que muitos jogadores cresceram em famílias pobres e que os valores em comum fortalecem a união do time. A maior parte dos titulares faz parte do elenco campeão no Catar na edição anterior, com L. Martínez, Paredes e De Paul, entre outros, além de Fernández, decisivo em momentos-chave.
Para a Espanha, é desconfortável ter Messi, formado nas categorias de base do Barcelona, do lado adversário. Para Yamal, Pedri, Olmo e outros jogadores do Barça, Messi também é uma presença especial. O próprio Messi sorri e diz: 'Claro, eu os conheço muito bem'. O confronto entre o capitão, que ainda não mostra sinais de declínio aos 39 anos, e os atuais discípulos do Barça será um dos destaques.
Rumos da final
Os torcedores argentinos, que deverão lotar o estádio nos arredores de Nova York, também são um fator que pode influenciar o rumo da partida. Se o canto em alto volume atrapalhar o refinado futebol de passes da Espanha, isso favorecerá a Argentina. Na semifinal contra a Inglaterra, destacou-se a coordenação em que um jogador fazia o contato físico e outro roubava a bola.
Na final, também é possível que o árbitro tente evitar expulsões e feche os olhos para jogadas duras. A julgar pelas três partidas anteriores, se o jogo ficar tenso e a genialidade de Messi entrar em cena, é plenamente possível que a Argentina engula o campeão europeu.
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