Projeto sobre dano à bandeira é aprovado no Senado
O projeto de lei sobre o crime de dano à bandeira nacional foi aprovado no dia 16 na Comissão de Gabinete da Câmara dos Conselheiros, com maioria de votos da coalizão governista e outros partidos. Há expectativa de que também seja aprovado na sessão plenária da Câmara dos Conselheiros no dia 17 e promulgado. Além do ato de danificar a bandeira do próprio país, também devem ser incluídos entre os alvos de punição atos como transmitir ao vivo, por iniciativa própria, esse tipo de conduta.
Alvos e penalidades
A pena foi estabelecida, assim como no caso de dano a bandeiras estrangeiras, em prisão de até 2 anos ou multa de até 200 mil ienes. O critério foi definido como um método que 'faça as pessoas sentirem forte desconforto ou aversão', mas a oposição alerta que a definição é ambígua e pode inibir a liberdade de expressão.
Escopo da punição e contexto
Makoto Oniki, do Partido Democrático Constitucional, criticou na Comissão de Gabinete da Câmara dos Conselheiros, no dia 9, dizendo que 'não se sabe o que será alvo de punição'. O bloco governista citou como exemplos rasgar, queimar ou picar a bandeira em locais públicos; retirar a bandeira hasteada em repartições públicas e jogá-la fora; pisoteá-la e sujá-la de lama em parques e outros locais; e danificá-la em um quarto particular e transmitir isso ao vivo.
Por outro lado, foram excluídos do escopo inscrições coletivas em apoio a times esportivos, exibição de cenas de dano em filmes com atores reais, queima ao ar livre de bandeiras antigas e a divulgação, por veículos de imprensa, de atos de dano cometidos por terceiros. Bandeirinhas de pratos infantis, bem como animações, mangás, filmes com atores reais e itens gerados por inteligência artificial (IA), também não estarão sujeitos à punição.
O professor Kazuhiko Oishi, da Universidade de Tsukuba, especialista em Constituição, aponta que a linha entre atos permitidos e não permitidos ainda é pouco clara. Na Comissão de Gabinete da Câmara dos Representantes, Keiji Abe, do Nippon Ishin no Kai, um dos autores do projeto, afirmou que a aprovação deve fortalecer o sentimento de respeito à bandeira e o patriotismo. A oposição pediu a retirada do projeto, mas Abe não atendeu.
O projeto já havia sido aprovado em 30 de junho, na sessão plenária da Câmara dos Representantes, por maioria de votos da coalizão governista, com a ausência de todos os partidos de oposição. O pano de fundo é que se trata de um projeto que vinha sendo defendido pela primeira-ministra Sanae Takaichi. Em 2012, quando o Partido Liberal Democrata estava na oposição, Takaichi liderou a apresentação de um projeto para criar a nova norma, mas a proposta acabou arquivada após permanecer em deliberação continuada. Em 1999, a Lei da Bandeira e do Hino Nacional foi promulgada, dando base legal à bandeira e ao hino nacionais. Os defensores da proposta argumentam que também é necessário lidar com atos de dano à bandeira previstos em lei.
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