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Cúpula da Otan discute ajuda de 70 bilhões de euros à Ucrânia e defesa coletiva

Cúpula da Otan discute ajuda de 70 bilhões de euros à Ucrânia

Medidas de apoio devem constar do documento final

A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começou no dia 7 em Ancara, na Turquia. Além de buscar um acordo sobre ajuda à Ucrânia de 70 bilhões de euros (cerca de 13 trilhões de ienes), a reunião também terá como tema principal a reafirmação da obrigação de defesa coletiva entre todos os membros, incluindo os Estados Unidos.

A Otan realizará no dia 7 uma reunião sobre o fortalecimento da indústria de defesa e um jantar, e no dia 8 promoverá a principal reunião do Conselho do Atlântico Norte, com a presença dos líderes dos 32 países membros. Um alto funcionário do governo alemão afirmou no dia 6 que a organização pretende incluir as medidas de apoio à Ucrânia, alvo da invasão russa, no documento final da cúpula.

Europa fica com a maior parte do financiamento

A ajuda deve atingir pelo menos 70 bilhões de euros em 2026, com o objetivo de manter um nível igual ou superior em 2027. A contribuição financeira ficará centrada nos países membros europeus. A composição dos 70 bilhões de euros não foi divulgada, mas a expectativa é de que inclua grande parte das ajudas já anunciadas pela Europa. O alto funcionário alemão disse acreditar que o acordo incentivará países europeus a contribuir adicionalmente.

Os países europeus também vão recorrer a mecanismos da Otan, como a compra de armas dos Estados Unidos para envio à Ucrânia. A Rússia continua os ataques com drones que voam mais rápido que os modelos convencionais e com mísseis balísticos, enquanto a Ucrânia pede aos países doadores a ampliação do fornecimento de sistemas de defesa antiaérea.

Manter a coesão com os EUA é desafio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ajustando uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, à margem da cúpula. Na reunião de cúpula do Grupo dos Sete (G7), realizada em junho em Evian, na França, houve acordo sobre o reforço do apoio à Ucrânia e da pressão sobre a Rússia.

Os países europeus querem manter o ímpeto de apoio à Ucrânia também na cúpula da Otan e convencer Trump. Trump criticou repetidamente os membros europeus da Otan por, durante anos, terem se aproveitado da força militar dos Estados Unidos. Ele também acusou a Europa, cautelosa em cooperar com os ataques americanos ao Irã, e chegou a dizer que considerava a possibilidade de se retirar da Otan.

Do lado europeu, a intenção é mostrar disposição para assumir uma responsabilidade maior pela defesa regional e, assim, manter o envolvimento de Trump. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou em entrevista coletiva no dia 6 em Ancara que a aliança vai repartir de forma justa a responsabilidade pela segurança do Ocidente.

Meta de gastos militares também em pauta

Na cúpula de 2025, os membros chegaram a um acordo sobre uma nova meta de gastos em defesa. O compromisso prevê destinar até 3,5% do PIB à defesa até 2035, e 5% ao todo quando incluídas despesas em áreas relacionadas, como infraestrutura e segurança cibernética. Os Estados Unidos dizem que a definição concreta da nova meta europeia está lenta e também indicaram que vão reduzir o apoio a países considerados insuficientes no fortalecimento da defesa.

Na reunião desta vez, os membros da aliança, exceto os Estados Unidos, devem apresentar planos para ampliar de forma significativa os investimentos em defesa. A Otan estabelece no artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte a defesa coletiva, segundo a qual um ataque a um país é considerado um ataque a todos os membros. Segundo a Reuters, o rascunho do documento final em Ancara deverá incluir a formulação de que será reafirmado o 'forte compromisso' com o artigo 5. O foco é saber se Trump ficará satisfeito com os esforços europeus e concordará com um documento que mostre a coesão da Otan.

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