Governo apresenta revisão da Lei da Casa Imperial para garantir número de membros da família imperial e mira aprovação na sessão atual
Governo aprova revisão da Lei da Casa Imperial para garantir número de membros da família imperial, envia ao Parlamento
Com a redução do número de membros da família imperial em mente, o governo decidiu, na reunião extraordinária do gabinete de 30, uma proposta de revisão da Lei da Casa Imperial. O projeto inclui dois eixos: permitir que as princesas permaneçam na família imperial após o casamento e receber como adotados homens da linha masculina das antigas famílias imperiais. O governo apresentou a proposta ao Parlamento no mesmo dia e busca sua aprovação na sessão atual.
Posição das princesas
A proposta revoga o atual artigo 12, que determina que princesas deixem a condição imperial quando se casam com homens que não sejam o imperador nem membros da família imperial. Ao mesmo tempo em que permite que mantenham o status de membros da família imperial após o casamento, um dispositivo transitório nas disposições suplementares prevê que, no caso das princesas atuais, elas também possam, por vontade própria, deixar a condição imperial no momento do casamento.
As princesas casadas ficarão sujeitas à Lei do Registro Básico de Residentes, como os cidadãos comuns. Não foi explicitada a situação do marido e dos filhos, que era um ponto de atenção. A família imperial atual conta com 16 pessoas, das quais 11 são mulheres. Também devido ao envelhecimento, as princesas têm se tornado as principais responsáveis pelos deveres oficiais.
Plano de adoção e revisão
O plano de receber adotados é tratado como uma exceção ao artigo 9, que proíbe a adoção por membros da família imperial. Será criado, no capítulo 6 da Lei da Casa Imperial, o item 'homens imperiais adotivos', voltado aos descendentes das 11 antigas famílias imperiais que perderam a condição imperial em 1947. O requisito é ser homem da linha masculina, com 15 anos ou mais, e não ter esposa nem filhos, e a adoção dependerá de deliberação do Conselho da Casa Imperial.
O próprio adotado não terá资格 para a sucessão ao trono, e o artigo 2, que define a ordem de sucessão, não será aplicado. Por outro lado, o texto inclui que, se os descendentes do adotado forem homens, eles terão资格, e deixa claro que a aplicação do artigo 2 seguirá a linha de origem, isto é, a família biológica do adotado.
A proposta também inclui uma disposição suplementar segundo a qual, considerando a situação de garantia do número de membros da família imperial, a revisão será feita a cada 30 anos, se necessário. A revisão da Lei da Casa Imperial se baseia no 'consenso do Legislativo' compilado em uma reunião geral entre os presidentes e vice-presidentes das duas casas do Parlamento e 13 partidos e grupos do governo e da oposição, e as discussões avançaram com base no relatório divulgado em 2021 por um conselho de especialistas do governo.
Coordenação entre governo e oposição
Antes da decisão do gabinete, o copresidente do Partido da Inovação do Japão, Fumitake Fujita, reuniu-se no dia 30 no Parlamento com o vice-presidente do Partido Liberal Democrata, Taro Aso, e com o presidente do Conselho de Pesquisa Política, Takayuki Kobayashi, para discutir a proposta. O Ishin decidiu aprová-la, e os dois partidos, LDP e Ishin, realizaram no mesmo dia uma reunião de responsáveis políticos da coalizão, na qual o projeto foi endossado.
O Ishin era contrário ao limite de idade para a adoção no plano de trazer de volta à família imperial, como adotados, homens da linha masculina das antigas famílias imperiais. Após a reunião, Fujita disse aos jornalistas: 'Foi uma decisão extremamente difícil, com grande sofrimento, mas concordamos para que a coalizão possa unir esforços e realizar a revisão da Lei da Casa Imperial'. O governo originalmente previa obter aprovação na reunião dos responsáveis políticos da coalizão do dia 29 e aprovar o projeto em gabinete na manhã do dia 30, mas a tramitação interna do Ishin não ficou pronta, e a pauta do dia 29 foi adiada.
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