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Com apoio do governo sul-coreano, Samsung e SK ampliam investimentos no país

Samsung e SK vão construir 4 fábricas de chips na Coreia do Sul; investimento total é de 800 trilhões de won

Apoio do governo impulsiona investimento em grande escala

A Samsung Electronics e a SK Hynix anunciaram no dia 29 que construirão ao todo quatro fábricas de semicondutores na Coreia do Sul. O investimento total chegará a 800 trilhões de won, cerca de 83 trilhões de ienes. Diante da expansão da demanda por inteligência artificial (IA), as empresas decidiram fazer um grande investimento com apoio do governo em infraestrutura.

Demanda por HBM impulsiona o investimento

No dia 29, o governo sul-coreano também apresentou o plano como os 'Três Grandes Mega Projetos de Grande Salto da República da Coreia'. Além do presidente Lee Jae-myung, participaram do evento de investimento o presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, e o presidente do grupo SK, Chey Tae-won.

O governo indicou a intenção de avançar com investimentos privados e apoio estatal com base em três áreas: semicondutores, IA física e centros de dados de IA. A capacidade de produção doméstica de semicondutores de memória deverá dobrar nos próximos cinco anos.

Samsung e SK construirão as fábricas tendo a cidade de Gwangju, no sudoeste da Coreia do Sul, como principal candidata. O presidente Lee Jae-yong afirmou: 'A capacidade de produção é insuficiente para atender à demanda explosiva. É uma corrida de velocidade'.

Por trás do grande investimento está a contínua expansão da demanda por memória de alta largura de banda (HBM) para centros de dados de IA. Juntas, Samsung e SK respondem por cerca de 80% da fatia global de HBM. Segundo previsões de corretoras, ambas esperam lucro operacional na ordem de 30 trilhões de ienes no exercício encerrado em dezembro de 2026. O interesse pelos próximos planos de investimento também vinha aumentando.

Antecipação de planos já existentes

As duas empresas já vinham ampliando a produção doméstica. Além de reforçar a capacidade das fábricas existentes, planejam investir 600 trilhões de won até a década de 2040 e desenvolver um 'megacluster de semicondutores' tendo a cidade de Yongin, nos arredores da capital, como centro.

Segundo anúncio do governo no dia 29, em relação ao prazo de conclusão desse cluster, a Samsung pretende antecipá-lo em sete anos e a SK, em 12 anos. A SK pretende colocar em operação já em 2027 a primeira nova fábrica em Yongin e, ao longo da década de 2030, abrir unidades sucessivamente junto com a Samsung.

O presidente do grupo SK, Chey Tae-won, afirmou que 'a grave escassez de oferta continuará' e enfatizou a necessidade de garantir o local para a construção da próxima fábrica.

Políticas de desenvolvimento regional também favorecem

As políticas de desenvolvimento regional do governo sul-coreano também deram apoio a este investimento. Na Coreia do Sul, onde a concentração em Seul avança, a desindustrialização regional e o êxodo populacional são desafios. A revitalização das regiões é uma das principais políticas da administração de Lee Jae-myung.

Gwangju, candidata a receber a fábrica, é uma região com base industrial fraca e às vezes é chamada de 'cemitério da indústria'. No evento de investimento, o presidente Lee Jae-myung disse que 'esses dois, que tomaram uma decisão difícil pelo futuro do povo, são heróis nacionais', e chegou a se curvar diante dos dois presidentes.

Com a disseminação da IA, a escassez na oferta e demanda de semicondutores deverá persistir também após 2027. O professor Kwon Seok-joon, da Universidade Sungkyunkwan, analisou que 'a demanda por IA cresceu, os resultados das empresas também são bons e as intenções políticas coincidiram, o que levou ao anúncio do investimento neste momento'.

Por outro lado, o mercado de memórias também enfrenta riscos, como a ascensão das empresas chinesas e a desaceleração dos investimentos em IA. O professor Kwon observou que 'não se deve apenas perseguir velocidade; é preciso avançar com planos de investimento estáveis e flexíveis'.

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