Presidente do Banco do Japão aponta continuidade de ambiente acomodatício e indica novas altas de juros
O Banco do Japão divulgou no dia 24 o discurso que o presidente Kazuo Ueda deveria proferir no mesmo dia na Conferência Nacional das Cooperativas de Crédito. Sobre o ambiente financeiro atual, afirmou que ele é 'acometodício' e disse que 'continuará elevando a taxa de política monetária conforme as condições da economia, dos preços e do setor financeiro'.
Motivos da decisão na reunião de junho
O discurso foi lido pelo vice-presidente Ryozo Himino, que compareceu em lugar de Ueda. O Banco do Japão decidiu elevar a taxa de política monetária para 1.0% na reunião de política monetária de junho. Sobre o contexto da decisão de elevar os juros em junho, explicou que existe 'o risco de a taxa básica de inflação, excluindo fatores de variação temporários, avançar acima da meta de estabilidade de preços de 2%'.
Alta de juros e sistema financeiro
Sobre o momento e o ritmo de futuras altas de juros, afirmou que, enquanto avalia o impacto do agravamento da situação no Oriente Médio sobre a economia e os preços, 'examinará a probabilidade de concretização e os riscos da previsão central para a economia e os preços'.
Em relação ao sistema financeiro, afirmou que ele 'mantém estabilidade no conjunto', mas enfatizou que 'os efeitos sobre o sistema financeiro da situação no Oriente Médio, da rentabilidade dos investimentos relacionados à inteligência artificial (AI) e da evolução do setor de instituições financeiras não bancárias no exterior, entre outros, precisam ser acompanhados com atenção pelos diversos canais possíveis'.
Ueda está internado desde o dia 9 para tratamento de uma infecção em um cisto hepático e faltou à reunião de decisão de junho, enviando suas opiniões por escrito. Ele retomou as atividades no dia 23. A leitura do discurso por Himino na Conferência Nacional das Cooperativas de Crédito havia sido decidida no fim de maio, antes da internação de Ueda.
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