Em Davos de Verão, Li Qiang defende força das empresas chinesas
Competitividade das empresas chinesas
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, discursou no dia 24 no Fórum de Davos de Verão, realizado em Dalian, na província de Liaoning, e afirmou que a competitividade dos produtos das empresas chinesas decorre do desenvolvimento científico e tecnológico, e não de subsídios governamentais. Nos Estados Unidos e na Europa, há críticas de que os enormes subsídios do governo chinês distorcem o desenvolvimento tecnológico e a concorrência de produtos por meio do apoio às empresas.
Li citou o avanço de novos materiais, baterias e tecnologias de comunicação como pano de fundo para o rápido crescimento das indústrias ligadas a veículos de nova energia, como os veículos elétricos (EVs), e afirmou que esse é o fator-chave da competitividade dos produtos chineses. Ele também negou a avaliação de que a competitividade dos produtos chineses depende principalmente de subsídios do governo chinês e disse, em tom de brincadeira, que o governo chinês não é tão rico assim e que eles também não podem pagar tanto assim, provocando risadas no auditório.
Resposta às críticas sobre subsídios
Mais de 90 países estiveram representados no Davos de Verão deste ano, com políticos e executivos de empresas participando do evento, e Li aproveitou a ocasião como uma resposta às críticas sobre subsídios. É tradição que o primeiro-ministro chinês suba ao palco no Davos de Verão; em 2019, o então primeiro-ministro Li Keqiang anunciou a antecipação da eliminação das restrições à participação de capital estrangeiro nos setores de valores mobiliários e seguros de vida.
Desta vez, em vez de apresentar novas políticas econômicas, ele se destacou por falas que colocaram em evidência a força das empresas chinesas. Em seu discurso, mencionou empresas privadas específicas, como a Huawei Technologies e a startup Unitree Robotics, que desenvolve robôs humanoides.
O evento é coorganizado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e pelo governo chinês e teve início em 2007. Após a interrupção causada pela pandemia de covid-19, esta é a 17ª edição, com mais de 1.700 participantes de todo o mundo sob o tema 'Ampliar e aprofundar o impacto da inovação'. O encontro começou no dia 23 e dura três dias.
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