Primeira-ministra Takaichi confirma corte temporário do imposto sobre alimentos; retorno em dois anos
A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou no dia 22 que a medida de reduzir a alíquota do imposto sobre consumo de alimentos para 8% será revertida daqui a dois anos. Ela disse que a proposta está posicionada como uma medida intermediária até a implementação do crédito tributário com benefício, peça central da reforma.
Medida temporária do imposto sobre consumo
A primeira-ministra apresentou essa posição em resposta a perguntas de Ken Tanaka, do Partido Democrático do Povo, na comissão de orçamento da Câmara dos Representantes. O presidente da conferência apartidária sobre seguridade social apresentou uma proposta para fixar a alíquota em 1% por dois anos a partir de abril de 2027.
Na mesma comissão, o ministro de Assuntos Internos e Comunicações, Yoshimasa Hayashi, revelou uma estimativa de que, nesse caso, a perda de receita dos governos locais seria de cerca de 1,6 trilhão de ienes. A composição, após arredondamento, seria de 1 trilhão de ienes do imposto local sobre consumo e 0,7 trilhão de ienes das transferências locais.
A primeira-ministra explicou que é necessário um sistema capaz de atualizar rapidamente os caixas registradores conforme a situação. Sobre apoio às famílias, disse: 'É problemático não poder ajustar de forma flexível a alíquota do imposto sobre consumo para prestar socorro quando ocorrerem grandes desastres ou doenças infecciosas'.
Pedido de gestão monetária ao Banco do Japão
A primeira-ministra também defendeu a necessidade de cooperação estreita entre o governo e o Banco do Japão. Em resposta a perguntas de Isshu Sugawara, do Partido Liberal Democrata, disse ao banco central que 'espera uma condução apropriada da política monetária para a realização sustentada e estável da meta de estabilidade de preços de 2%'.
Ela também mencionou que, nas negociações salariais da primavera de 2026, o índice de aumento dos salários superou 5% pelo terceiro ano consecutivo. 'Vamos, de qualquer forma, fazer com que isso leve a aumentos salariais para pequenas e médias empresas, pequenos empreendedores e empresas regionais', enfatizou, citando também a promoção de transações justas entre grandes empresas e subcontratadas e afirmando que 'vamos reforçar de forma estrutural a capacidade de ganhar'.
Ela também explicou o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, o bloco sul-americano formado por cinco países, incluindo o Brasil. Ao mencionar preocupações no campo produtivo doméstico, inclusive na agricultura e pecuária, revelou que 'transmiti isso ao presidente Lula, do Brasil'. Disse ainda: 'Vamos entrar nas negociações com a firme determinação de proteger os interesses nacionais do Japão até o fim'.
Suspeita de vídeo difamatório e envio das Forças de Autodefesa
O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, informou que será criado um mecanismo para que lojas de materiais de construção comprem thinner diretamente de fabricantes, diante do aperto na oferta causado pela situação no Oriente Médio. Sobre o tolueno, matéria-prima do produto, mencionou um 'mecanismo para expandir amplamente a oferta' e afirmou esperar que isso 'também ajude a conter os aumentos de preços'.
Por outro lado, Yuichiro Goto, da coalizão de reforma de centro, questionou a suspeita de que a equipe da primeira-ministra teria produzido um vídeo difamatório durante a disputa pela liderança do Partido Liberal Democrata. A primeira-ministra disse que pretende apresentar nos próximos dias ao conselho de administração da comissão de orçamento da Câmara dos Representantes uma declaração sobre a explicação dada por seu secretário, em substituição à resposta oral.
Ela afirmou: 'Se apenas partes forem destacadas, o quadro completo não ficará claro e isso gera confusão. Infelizmente, também não tenho conseguido reservar tempo para minhas funções como primeira-ministra'. Acrescentou ainda que não se antecipará sobre o envio das Forças de Autodefesa para atividades de varredura de minas no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, e disse que 'nada muda quanto à análise das medidas necessárias dentro dos limites do direito internacional e do direito interno'.
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