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Estados Unidos e Irã se aproximam de acordo; principais pontos seguem em aberto

EUA e Irã se aproximam de acordo sobre fim do conflito

Estados Unidos e Irã estão se aproximando da assinatura de um acordo para encerrar o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais na tarde do dia 13 que 'a assinatura de amanhã está prevista'. Por outro lado, ainda pode haver divergências entre as duas partes sobre o tratamento dado ao Estreito de Ormuz e à questão nuclear.

Três pontos de disputa

Nas negociações até agora, o Estreito de Ormuz, o desenvolvimento nuclear do Irã e as contrapartidas econômicas para o Irã têm sido os três principais pontos de disputa. Sobre o Estreito de Ormuz, Trump afirmou que, ao assinar o acordo, ele será imediatamente 'aberto a todos'. Segundo um alto funcionário do governo dos EUA, a navegação será retomada de imediato e o bloqueio marítimo imposto pelos militares dos EUA ao Irã também será suspenso ao mesmo tempo. No entanto, os EUA não permitirão que o Irã cobre taxas de passagem.

Distância em relação ao Irã

Em contraste, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Araghchi, manteve no dia 12 a posição de que o país cobrará uma 'taxa de serviço' no Estreito de Ormuz e o administrará em conjunto com Omã. A informação foi divulgada pela mídia local. Mesmo que a navegação seja retomada após o acordo, ainda haverá espaço para que o Irã cobre tarifas sob outra denominação. Há preocupação de que não se retorne à navegação livre sem taxas, existente antes dos ataques ao Irã realizados pelos Estados Unidos e por Israel no fim de fevereiro.

Questão nuclear e condições econômicas

Também não há consenso sobre a questão nuclear. Trump enfatizou que o acordo que pretende fechar será um 'muro para impedir armas nucleares' e disse que 'na prática, eles já não querem armas nucleares e não as terão por meio de importação, desenvolvimento ou qualquer outro meio'. Como medida, afirmou que o urânio altamente enriquecido que permanecer no Irã será diluído e removido em 'um momento adequado, quando tudo estiver resolvido'. O governo dos EUA afirmou que o documento do acordo incluirá o desmantelamento do programa nuclear iraniano e o abandono do urânio enriquecido, e indicou que os detalhes serão definidos em consultas técnicas após a assinatura.

Por outro lado, a posição iraniana é ambígua. Araghchi afirmou que o acordo está dividido em duas fases e que a questão nuclear não será discutida na primeira etapa. Há risco de divergência entre Estados Unidos e Irã sobre como a questão nuclear será enquadrada no 'documento do acordo' que agora se busca assinar.

Os Estados Unidos dão prioridade às condições econômicas. O Irã tem pedido a liberação de ativos congelados e o fim das sanções, incluindo embargos. Araghchi indicou entender que os ativos congelados e as sanções também estão incluídos no documento do acordo. Do lado americano, as contrapartidas econômicas são vistas como o principal incentivo para que o Irã cumpra o entendimento sobre a questão nuclear. Trump afirmou que, se a ação do Irã na questão nuclear for confirmada, ele será 'libertado da pressão econômica'. Um alto funcionário do governo dos EUA informou que, no momento da assinatura, não haverá concessão de benefícios econômicos e que o plano é suspender as sanções gradualmente conforme a implementação seja cumprida.

Exibição de resultado para o público interno

Trump tem enfatizado que este acordo é 'completamente o oposto' do acordo nuclear de 2015 liderado pelo ex-presidente Barack Obama. Se a assinatura for concretizada, a expectativa é de que ele apresente ao público interno a narrativa de que, após ataques em larga escala ao Irã, fechou um acordo melhor do que o arranjo anterior. Com as eleições de meio de mandato de novembro se aproximando, há o objetivo de mostrar o entendimento como uma conquista de sua gestão.

O lado iraniano também demonstra cautela para não ser visto como tendo feito concessões aos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse no dia 13 que não haverá assinatura no dia 14, mas afirmou que 'há possibilidade de assinatura dentro de alguns dias', sem especificar uma data. A Reuters informou no dia 14, citando fontes, que uma delegação do Catar, que atua como mediadora, seguiu para Teerã, a capital do Irã. Segundo a agência, trata-se de parte dos esforços para um acordo entre Estados Unidos e Irã.

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