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Trump diz ter suspendido ataque ao Irã e afirma que acordo está próximo

Trump anuncia suspensão do ataque ao Irã e sugere acordo

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou em 11 de setembro, por meio das redes sociais, que cancelou o ataque ao Irã previsto para a noite do mesmo dia. Ele explicou que as conversas para encerrar os combates foram transmitidas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, e sugeriu que um acordo está próximo.

Procedimentos do acordo entram na fase final

Trump postou que 'o horário e o local da assinatura serão anunciados em breve' e enfatizou que Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar, Turquia e outros já aprovaram. Depois, na Casa Branca, disse a repórteres que 'a questão deve ser resolvida nos próximos dias' e indicou a possibilidade de assinar o documento do acordo na Europa ainda no fim de semana. Segundo ele, o vice-presidente dos EUA, Vance, e outras autoridades devem comparecer à assinatura.

Exigência de renúncia nuclear e abertura do estreito

Trump tem pedido ao Irã que concorde em não possuir armas nucleares. Neste dia, também afirmou que 'o Irã concordará em nunca possuir armas nucleares. O documento está em fase final'. Sobre o Estreito de Ormuz, disse que ele 'será aberto imediatamente' após a assinatura. Questionado se o aiatolá Mojtaba Khamenei havia aprovado, respondeu: 'Entendo que sim'.

Desfecho das negociações entre EUA e Irã segue incerto

O site de notícias dos EUA Axios informou, citando fontes próximas, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Aragchi, e um enviado do Catar conversaram no dia 10. Segundo a reportagem, as divergências com os EUA foram reduzidas em três pontos: a liberação dos ativos congelados do Irã, a abertura do Estreito de Ormuz e a forma de negociar a questão nuclear. Por outro lado, também foi dito que a aprovação do aiatolá Mojtaba ainda não foi obtida. O Irã, sob ataques diários das forças dos EUA, estaria tendo dificuldades para avaliar as verdadeiras intenções de Trump.

Segundo a agência estatal de notícias do Catar, o emir Tamim conversou por telefone com Trump no dia 11. Trump teria explicado que está avançando nos procedimentos finais para chegar a um acordo com o Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Baghaei, reagiu dizendo que os EUA tentam dar a impressão de terem cedido sob pressão e afirmou que 'as linhas vermelhas não serão cedidas'. A agência Fars, próxima à Guarda Revolucionária, também informou, citando uma fonte, que 'nenhum documento foi aprovado', embora os EUA tenham aceitado o rascunho de acordo proposto pelo Irã.

Israel também acompanha as negociações

O gabinete do primeiro-ministro de Israel anunciou no dia 11 que o premiê Netanyahu conversou por telefone com Trump. Segundo o gabinete, Trump afirmou que o acordo final incluirá a remoção do urânio enriquecido, a limitação da produção de mísseis e a suspensão do apoio a organizações pró-Irã, além de explicar que Israel não será parte do acordo. As forças dos EUA atacaram o Irã nos dias 9 e 10, e Trump havia antecipado na manhã do dia 11 que realizaria um terceiro dia consecutivo de ataques ainda naquela noite. Ele também sugeriu ataques a infraestruturas de petróleo, como a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, e afirmou que iria 'assumir o controle total do mercado de petróleo e gás'.

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