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USTR dos EUA divulga proposta de tarifa adicional para 60 países e regiões, incluindo o Japão

USTR propõe tarifa adicional de até 12,5% para 60 países e regiões, incluindo o Japão

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou no dia 2 uma proposta para impor tarifas adicionais de até 12,5% sobre 60 países e regiões, incluindo o Japão, sob a alegação de medidas insuficientes contra o trabalho forçado. O momento da implementação ainda não foi definido, e a decisão final deve ser tomada após uma audiência pública em julho.

Visão geral da proposta tarifária

As novas tarifas adicionais têm por base a Seção 301 da Lei de Comércio. O USTR vinha estudando a medida como alternativa às tarifas recíprocas que a Suprema Corte dos EUA considerou inconstitucionais, e atualmente uma tarifa de 10% prevista na Seção 122 da Lei de Comércio é aplicada como solução temporária.

A proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados de países como o Japão, que não adotaram medidas de proibição de importação de produtos ligados ao trabalho forçado. Em contrapartida, a taxa será mantida em 10% para um total de 14 países e regiões, incluindo a União Europeia (UE), Indonésia e México, que introduziram medidas de embargo, além de Argentina e Camboja, que prometeram enfrentar o trabalho forçado em acordos comerciais com o governo Trump.

Isenções e relatório de investigação

Além de itens sujeitos a tarifas setoriais, como automóveis, aço e alumínio, e produtos relacionados a semicondutores, a maior parte dos alimentos também ficará fora da nova tarifa adicional. O USTR divulgou ainda um relatório de investigação e citou como exemplos de trabalho forçado materiais para painéis solares e algodão produzidos na região autônoma de Xinjiang, na China, além de arroz de Mianmar e carne bovina do Brasil.

O USTR afirmou que há risco de os produtos em questão serem reexportados para os EUA por meio de países que não adotaram medidas de embargo. Por outro lado, especialistas em política comercial dizem que essa explicação é 'apenas um pretexto para acionar novas tarifas adicionais'.

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