Trump conversa com Netanyahu e sugere continuidade do diálogo com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma publicação em rede social no dia 1º que telefonou ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que as conversas com o Irã continuam em ritmo acelerado. Ele também disse ter feito retornar forças israelenses que seguiam para Beirute e ter intermediado a suspensão dos ataques.
Troca de acusações sobre os ataques a Beirute
Em reação à continuidade dos ataques do Exército de Israel ao grupo pró-Irã Hezbollah, no Líbano, o lado iraniano intensificou a sua oposição. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou no dia 1º nas redes sociais que os Estados Unidos e Israel devem assumir a responsabilidade pelas consequências das violações do cessar-fogo.
Trump disse ter conversado também por telefone com o Hezbollah por meio de um intermediário e afirmou que ambos os lados concordaram em cessar os ataques. O Hezbollah é classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista, e a Reuters informou que não há precedente para um diálogo entre o presidente americano e o grupo.
Negociações entre EUA e Irã seguem sob tensão
Trump vem repetindo a avaliação de que o Irã acabará aceitando as exigências dos Estados Unidos. No entanto, a postura dura do Irã em torno da questão nuclear e do Estreito de Ormuz não cedeu. Antes da publicação no dia 1º, ele disse em um programa da CNBC dos EUA que não se importaria se as negociações terminassem sem acordo.
No dia 1º, Netanyahu afirmou nas redes sociais que falou com Trump e declarou que não mudará o plano de atacar Beirute se os ataques do Hezbollah não cessarem. Ele também indicou a intenção de continuar as operações militares no sul do Líbano, onde o Exército israelense mantém tropas.
A agência Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária do Irã, informou no dia 1º que a equipe de negociação iraniana suspendeu as conversas com os Estados Unidos por meio de intermediários e a troca de documentos. Segundo a agência, o cessar-fogo entre EUA e Irã tem como pré-condição um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano.
O site americano Axios informou em 30 de maio que Trump pediu alterações ao plano de encerramento do conflito com o Irã para explicitar o descarte de urânio altamente enriquecido. A Tasnim também informou no dia 31 que o lado iraniano também pretende fazer ajustes. Além disso, o Irã disse que, além do Estreito de Ormuz, a frente de combate pode se intensificar no Estreito de Bab el-Mandeb, na saída do Mar Vermelho.
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