Em reunião de Shangri-La, ministro da Defesa rebate críticas chinesas e explica revisão de três documentos de segurança
O ministro da Defesa, Shinjirō Koizumi, discursou no dia 31 na Conferência de Segurança da Ásia, em Singapura, a Reunião de Shangri-La, e rebateu a alegação de que o reforço da capacidade de defesa do Japão, tendo a China em mente, seria 'novo militarismo'.
Resposta às críticas chinesas
Ao afirmar que há países que possuem 'grandes quantidades de armas nucleares e bombardeiros estratégicos', perguntou se não seria 'estranho' o Japão, que não possui nenhum dos dois, ser rotulado de 'novo militarismo'. A China critica a política de defesa do governo Sanae Takaichi, entre outras, como 'novo militarismo'.
Promoção ampla da cooperação de segurança
Koizumi explicou a revisão dos três documentos relacionados à segurança, incluindo a Estratégia de Segurança Nacional, prevista para este ano, e afirmou que 'contribuirá para a paz e a estabilidade de uma região livre e aberta'. Ressaltou que a revisão será conduzida 'com alta transparência'.
Além da cooperação com os Estados Unidos, indicou a intenção de ampliar o treinamento com as forças da Austrália, das Filipinas e do Reino Unido. Também disse que avançará na cooperação de defesa com os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Continuidade do diálogo com a China
Sobre a ausência do ministro da Defesa chinês, Dong Jun, na reunião, afirmou: 'É sinceramente lamentável não ter tido a oportunidade de nos encontrar. A porta para o diálogo está sempre aberta'. Tendo a China em mente, apontou que 'o aumento opaco de armamentos e ações sem intenção aparente geram desconfiança e erros de cálculo' e afirmou que 'continuará a intensificar a comunicação com os países envolvidos, incluindo a China, pela paz e estabilidade da região e do mundo'.
Exportação de equipamentos de defesa e novas tecnologias
Também mencionou a autorização do Japão para exportar equipamentos de defesa com capacidade letal e explicou seu significado como sendo 'para elevar de forma concreta a capacidade de dissuasão e de resposta da região'. Acrescentou que 'é importante garantir de forma contínua os equipamentos e capacidades necessários para toda a região'.
Disse ainda que novas formas de combate com o uso de inteligência artificial (IA) e drones (veículos não tripulados) estão se espalhando pelo mundo e que o Japão também pretende acelerar sua resposta. Sobre a situação no Oriente Médio, afirmou que o estado em que o Estreito de Ormuz está, de fato, bloqueado 'não beneficia ninguém', mas não comentou sobre as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
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