Irã diz que controle segue com Teerã mesmo após retomada da navegação no Estreito de Ormuz
Controle do Estreito de Ormuz
A emissora estatal iraniana informou no dia 27, a respeito de um rascunho de memorando para encerrar os combates com os Estados Unidos, que a retomada da navegação no Estreito de Ormuz não alteraria o fato de que o controle continua com o Irã. O país mantém uma postura dura na questão nuclear e busca obter o máximo de ganhos econômicos nas negociações.
Prioridade ao apoio econômico
O presidente Pezeshkian disse no mesmo dia, em reunião com empresários e comerciantes, que 'o principal campo de batalha é a guerra econômica com os Estados Unidos'. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana IRNA. Enquanto adia as negociações nucleares exigidas pelos Estados Unidos, como a eliminação do urânio altamente enriquecido, o Irã busca obter o controle do estreito e o desbloqueio de ativos congelados. Espera-se que Estados Unidos e Irã primeiro assinem um memorando e, nos 60 dias seguintes, acertem as pendências.
Desbloqueio de ativos e negociações nucleares
Segundo o Wall Street Journal, a estratégia de negociação do Irã consiste em assegurar apoio para sua economia, que sofre um forte impacto, sem fazer concessões que permitam ao presidente dos Estados Unidos, Trump, declarar 'vitória' na questão nuclear.
Cálculos em torno do Estreito de Ormuz
A alta do petróleo provocada pelo bloqueio de fato tem pesado sobre Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro. O Irã tenta transformar a necessidade americana de reabrir o estreito rapidamente em uma moeda de negociação. No rascunho do memorando divulgado pela emissora estatal iraniana, o Irã afirma que não abrirá o estreito incondicionalmente e que caberá ao país administrar a passagem dos navios e decidir se a travessia será autorizada. O plano prevê o recebimento de dinheiro descrito como uma 'taxa de serviço' pela gestão da navegação, e diz que o Irã cooperará também com Omã.
Exigência de liberação de ativos congelados
Um ponto ao qual o Irã dá forte importância são os ativos congelados no exterior. A agência Tasnim, próxima da Guarda Revolucionária, informou no dia 26 que o país exige, como condição para um acordo, a liberação de ativos congelados estimados em 24 bilhões de dólares, ou cerca de 3,8 trilhões de ienes. No dia 25, foi revelado também que o presidente do Parlamento, Qalibaf, e o chanceler Araghchi visitaram o Catar junto com o presidente do banco central. O Catar é conhecido por ter transferido cerca de 6 bilhões de dólares em ativos iranianos mantidos na Coreia do Sul quando Estados Unidos e Irã realizaram uma troca de prisioneiros em 2023.
Sem concessões na questão nuclear
Por outro lado, o Irã deixa claro que não cederá na questão nuclear. Segundo a emissora em inglês Press TV, um alto funcionário iraniano afirmou no dia 27 que, embora os contatos indiretos com os Estados Unidos continuem, a destinação do urânio enriquecido 'não está incluída na pauta das negociações'.
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