Paxton é o candidato republicano ao Senado no Texas
Vitória do grupo MAGA
Em 26 de junho, no Texas, no sul dos EUA, foi realizado o segundo turno para definir o candidato republicano à eleição para o Senado, e Ken Paxton, 63, próximo do presidente Donald Trump, venceu. Na eleição geral de novembro, disputará a vaga com o democrata James Talarico, 37.
Veículos de imprensa dos EUA noticiaram unanimemente a vitória de Paxton. No segundo turno, o moderado senador John Cornyn, 74, e Paxton, que atua como procurador-geral do Texas, se enfrentaram.
Trump havia declarado apoio a Paxton em 19 de junho. No Partido Republicano, candidatos apoiados por Trump também venceram primárias em Kentucky e em outros estados, evidenciando novamente sua forte influência dentro do partido.
Dupla de linha-dura cercada de escândalos
Paxton recebe forte apoio do grupo MAGA. Como procurador-geral do estado, manteve uma postura dura em processos movidos contra governos democratas e empresas de tecnologia. Trump também o descreveu como 'um verdadeiro guerreiro MAGA'.
Por outro lado, Paxton enfrenta vários escândalos. Segundo o New York Times, ele já foi indiciado no passado por fraude de valores mobiliários e, no ano passado, foi acusado de adultério por sua ex-esposa, com quem viveu por 38 anos, uma ex-deputada estadual.
Cornyn destacou seu histórico de quatro mandatos e 24 anos como senador e criticou os problemas de Paxton. Na primária de março, Cornyn obteve 42,5% dos votos e Paxton, 40,8%, e, naquela ocasião, Cornyn estava ligeiramente à frente.
Disputa com o democrata Talarico
Paxton enfrentará em novembro o estreante democrata Talarico na eleição para o Senado. Talarico ganhou impulso ao derrotar, na primária de março, um deputado federal de projeção nacional.
Talarico defende que 'a verdadeira luta é entre cima e baixo' e coloca a redução da desigualdade no centro de sua campanha. Ele também usa ativamente as redes sociais para ampliar seu apoio entre os mais jovens. Como cristão profundamente religioso, busca também penetrar entre conservadores, incluindo republicanos.
Segundo a revista política dos EUA Politico, uma pesquisa realizada pelos republicanos antes da primária mostrou que, se Paxton disputasse com Talarico, era alta a probabilidade de o Partido Republicano perder a cadeira. Há a avaliação de que Paxton, que tem muitos inimigos dentro do partido, terá dificuldade contra Talarico, que pede apoio bipartidário.
Nova configuração em estado conservador
O Texas é há muito tempo considerado um reduto sólido dos republicanos, e desde 1993 o partido mantém a cadeira no Senado. Nos últimos anos, porém, a composição demográfica mudou, e em 2022 a população hispânica superou pela primeira vez a branca, passando de 40% da população. Também continuam as chegadas de pessoas vindas da Costa Leste e da Costa Oeste, onde os democratas são fortes.
Além dessas mudanças, a presença de candidatos com perfis distintos também faz da eleição para o Senado no Texas uma disputa de grande destaque nas eleições de meio de mandato. O foco é saber se o estado poderá se tornar um swing state, com resultados que mudam a cada eleição.
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