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EUA e Irã negociam trégua de 60 dias e plano de varredura no Estreito de Ormuz

EUA e Irã discutem extensão da trégua e varredura no Estreito de Ormuz

Nas negociações para pôr fim aos combates entre Estados Unidos e Irã, surgiu uma proposta de estender a trégua por 60 dias e retirar minas do Estreito de Ormuz nos primeiros 30 dias. O objetivo é restaurar a liberdade de navegação para embarcações de todos os países, como antes do conflito militar.

Negociação sobre trégua e suspensão de sanções

Segundo fontes diplomáticas do Oriente Médio ouvidas pelo Nikkei, o plano de acordo prevê que EUA e Irã se comprometam a não se atacar por 60 dias. A abrangência da trégua inclui também o Líbano. A meta é concluir a operação de varredura até cerca de 30 dias após a interrupção dos combates e abrir o Estreito de Ormuz. O Irã não cobrará taxas de passagem no estreito.

Os Estados Unidos considerarão suspender sanções contra o Irã e desbloquear ativos congelados se for confirmada a implementação do acordo por Teerã. Durante o período da trégua, as partes avançarão nas negociações sobre a questão nuclear, incluindo o destino do urânio altamente enriquecido.

Em 25 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais: 'O urânio enriquecido (poeira nuclear!) será entregue imediatamente aos EUA para destruição, ou será destruído em coordenação com o Irã no local ou em outro local apropriado'.

Reabertura do Estreito de Ormuz é incerta

No início de março, quando começaram os confrontos militares, o Irã bloqueou de fato o Estreito de Ormuz. O país criou um sistema de aprovação individual de navios e cobrança de taxas de passagem, e manteve o controle efetivo do estreito mesmo após o acordo de trégua com os EUA no início de abril. O número de travessias, que antes do conflito era de cerca de 100 navios por dia, agora se limita a apenas algumas embarcações.

EUA e Irã continuam as negociações para definir os detalhes do acordo. Segundo a mídia iraniana, o presidente do Parlamento, Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Araghchi, visitaram no dia 25 o Catar, um dos países mediadores.

O rumo das negociações ainda é incerto. Parte dos republicanos nos EUA e Israel avalia que um acordo apressado deve ser evitado. Trump afirmou no dia 23 que um acordo seria anunciado 'em breve', mas escreveu nas redes sociais, no dia 24, que havia dito à equipe negociadora americana para não acelerar o acordo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Baghaei, também disse em coletiva de imprensa no dia 25 que 'não estamos perto de assinar um acordo'.

Também não está claro se a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz será de fato restaurada. Não são conhecidos o número nem a localização das minas que teriam sido instaladas pelo Irã na área ao redor do estreito, e há avaliações de que a remoção completa pode levar vários meses.

Em meados de maio, Reino Unido e França discutiram iniciativas para reabrir o estreito com cerca de 40 países, incluindo o Japão. Do Japão, participou o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, e foram debatidas operações de varredura de minas, entre outras medidas.

No dia 25, Baghaei afirmou que os navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz 'não terão de pagar taxa de passagem'. Por outro lado, também sustentou que 'os serviços prestados têm um custo'. A intenção parece ser evitar a forma de cobrança de taxas de passagem em estreitos internacionais, proibida pelo direito internacional, e justificar a cobrança sob outro nome.

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